sexta-feira, 31 de julho de 2009

Copérnico empresta seu nome ao elemento 112 da tabela periódica


É quase tão difícil encontrar um novo elemento químico quanto dar-lhe um nome. A União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, em inglês), acaba de aprovar a inclusão do 112º elemento na Tabela Periódica, treze anos depois de sua descoberta.

A posição 112 era ocupada pelo símbolo Uub, uma abreviatura de unúmbio (ununbium), a palavra latina para o número 112.

O novo elemento é superpesado e altamente instável, com cada um dos seus átomos produzidos artificialmente durando apenas alguns milionésimos de segundo,a demora na aceitação do novo elemento químico se justifica: era necessário que pesquisadores independentes verificassem a validade do experimento que o criou.

O unúmbio foi descoberto,em 9 de fevereiro de 1996, pela equipe do Dr. Sigurd Hoffman, do Centro para Pesquisa de Íons Pesados em Darmstadt, na Alemanha.Para criar o elemento 112, a equipe de Hoffman usou um acelerador de partículas de 120 metros de comprimento, que lançou um fluxo de íons de zinco contra átomos de chumbo. Os núcleos dos dois elementos se fundiram para formar o núcleo do novo elemento.

O elemento 112 agora deve ser chamado de "Copernicio"(Cp) em honra ao cientista e astronômo Nicolaus Copernicus (1473-1543) segundo proposta da equipe do Profº Sigurd.

Copérnico foi o primeiro a propor que a Terra orbitava em torno do Sol,abrindo caminho para nossa visão moderna do mundo.

Daqui a 6 meses a IUPAC irá confirmar oficialmente o nome do elemento.Esse período é dado para que a comunidade científica possa discutir a aceitação do nome sugerido pela IUPAC.

Eu concordo e assino embaixo ;)

Que a força esteja com você!

Conheça mais sobre Copérnico no video abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=ZOyqN-GbjvA

Fontes ==> http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imprimir.php?artigo=tabela-periodica-ganha-112-elemento

http://www.webelements.com/copernicium/

Elétron entra em fio quântico e divide-se em duas novas partículas


Imagine uma bola girando. Agora, separe os dois, a bola de um lado e o giro do outro. A bola deverá ficar parada, e o "giro" deverá ficar lá, sem a bola. Se você juntá-los novamente terá de novo uma bola girando.

Parece estranho? Os físicos sempre ficam entre orgulhosos e irritados quando dizemos que a mecânica quântica é bizarra. Mas é difícil encontrar palavras para descrever o comportamento das partículas/onda nas dimensões atômicas e subatômicas.

O fato é que, no mundo quântico, a separação entre a bola e o giro é possível. Não como uma bola, mas com um elétron.

Propriedades elétrica e magnética

Um elétron, apesar de parecer não ter tamanho e nem poder ser isolado, tem duas propriedades, uma elétrica e outra magnética. A propriedade elétrica é a carga do elétron. A propriedade magnética é o seu spin, que pode ser entendido como a direção na qual o elétron gira.

Em 2006, um grupo de pesquisadores coreanos demonstrou experimentalmente uma teoria criada pelo físico Duncan Haldane em 1981. Segundo ele, sob determinadas circunstâncias, seria possível separar o elétron em carga e spin. Ele chamou a "partícula" carga de hólon e a "partícula" spin de spínon.

Os pesquisadores demonstraram experimentalmente que isso de fato acontecia em sólidos unidimensionais, a temperaturas próximas ao zero absoluto - a descrição do experimento pode ser vista na reportagem Spínons e hólons: descobertas duas novas partículas do elétron.

Fio quântico

Agora, uma equipe de físicos das universidades inglesas de Cambridge e Birmingham criou um experimento ainda mais simples e que permitiu a confirmação dos resultados anteriores em bases bem mais claras e até mesmo mais amplas do que a teoria original de Haldane previa.

Quando os elétrons estão em um metal, eles se repelem, por terem todos carga negativa. Mas, quando eles são confinados em um nanofio unidimensional, fica muito difícil para que um elétron se afaste do outro. O "trauma" da aproximação entre eles é tão grande que o elétron cinde sua "personalidade", dividindo-se em hólon e spínon, mandando sua carga elétrica para um lado e seu giro magnético para o outro.

A grande dificuldade do experimento prático para demonstrar esse comportamento, digamos, bizarro, é que é necessário confinar os elétrons no nanofio unidimensional, também chamado fio quântico. Para isto, é necessário colocar o fio quântico próximo o suficiente de um metal para que os elétrons possam saltar para o nanofio, por meio de um processo chamado tunelamento quântico.

Nanodispositivo

As técnicas mais recentes de construção de nanodispositivos permitiram que os físicos Yodchay Jompol e Chris Ford construíssem um aparato no qual o fio quântico fica separado da placa metálica por uma distância equivalente a apenas 30 átomos.

Usando equipamentos de medição sensíveis o suficiente, eles perceberam que os cálculos teóricos dos seus colegas Tim Silk e Andy Schofield estavam certos. Eles detectaram claramente os sinais distintos das duas novas partículas, uma carga e um spin.

Revolução na computação

Além de demonstrar o fenômeno da cisão do elétron em duas partículas com uma clareza de observação que não tinha sido alcançada até agora, o novo experimento demonstrou que os spínons e hólons podem ser detectados em distâncias muito maiores do que a teoria originalmente previa. E isso pode abrir caminho para aplicações práticas.

"Os fios quânticos são largamente utilizados para conectar pontos quânticos, que estão sendo usados em experimentos de computação quântica, entre outros. O entendimento dessas propriedades pode ser importante para essas tecnologias quânticas, assim como irá nos ajudar a desenvolver teorias mais completas sobre a supercondutividade e a condução em sólidos em geral. Isso poderá levar a uma revolução na computação," diz o Dr. Chris Ford.


Fonte ==> http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=eletron-entra-fio-quantico-divide-se-duas-novas-particulas&id=010110090731&ebol=sim

Que a força esteja com vocês!